Quinta-feira, Abril 23

the simpsooooooons


da série "coisas que eu queria ter inventado... danmed!"

todo mundo já viu gente famosa em "Os Simpsons". aquele episódio com Busch Primeiro e aquele com o Mel Gibson são bons exemplos. descobri um blog que transforma personagens em... er... personagens no estilo Família Simpson. ok, na série isso já aconteceu, e dá pra citar aquele ótimo episódio com o Jack Bauer, mas, aff, você entendeu.

acima, Dr. House, da série House. outros, como Wolverine e He-Man aqui, ó.

o importante é que emoções eu vivi

foto: gettyimages

da série “grandes surras inesquecíveis”


quando a gente era criança, minha irmã e eu costumávamos apanhar quando nos machucávamos. se estávamos numa simples e inocente brincadeira de cócegas ou se eu a pegava pelas mãos e girafa no ar ou se a gente enchia a varanda de água para depois scorregar, enfim, se a gente vivia intensamente a vida, nosso pai ou nossa mãe avisava que ia acabar em choro. e nós, como filhos obedientes que éramos, nos machucávamos, chorávamos e depois de tudo, apanhávamos por tudo isso. “eu não avisei, menino?”, eles diziam.

eu apanhava mais que a Talita, claro, por ser irmão mais velho.

em geral, era a nossa mãe quem batia, mas era nosso pai quem avisava. minha mãe era mais do vou-contar-até-três e já no um e meio, a Tá e eu ficávamos quietos e emburrados. sim, porque a gente até que obedecia bastante, mas não peçam para uma criança ficar contente em obedecer [por isso nunca acreditei no conceito religioso de “obediência cega e feliz”. pode até ser cega, mas feliz é mais impossível].

minha mãe, em geral, nos batia com as próprias mãos. eu levei cascudos, puxões de orelha e tapas. beliscões eram os piores porque a gente apanhava duas vezes: uma na hora do beliscão propriamente dito e outra por ter rido da cara que a nossa mãe fazia ao nos beliscar, que, cá entre nós, era muito engraçada.

hoje é crime bater em criança. quando não vem o Conselho Tutelar, vem a Super Nanny e sua equipe de psicólogos. no meu tempo, infelizmente, só tinha minha avó, que gritava com minha mãe: "Niquinha! pare, senão você vai matar o menino".

Quarta-feira, Abril 22

a vida na versão pós-feriado prolongado

da série "família ê, família á, família ou iê ê ê"

estive, neste feriado, láááá em cabreuvalândia, para ver meus pais e minha irmã, que acaba de voltar com eles. ri muito com o novo ritual pré-sono da minha irmã, que antes de ir pra cama, combina com meu pai o horário em que ele a despertará no dia seguinte.

Pai: a que horas te chamo amanhã?
Tá: sete e dez.
Pai. dez pra sete?
Tá: sete e cinco.
Pai. sete!
Tá: ótimo!

isso acontece every single day. ou melhor, every single night. sem contar que às vezes ela está lááá na porta do quarto dela e ele lááá no quarto dele, e este diálogo se prolonga por muito tempo [entenda-se como "muuuuuito tempo"]. até que minha mãe entra na conversa e todo mundo vai se deitar.

por falar em rituais pré-sono, minha irmã e eu inventamos uma oração na nossa infância que a gente sempre lembra com muitas gargalhadas até hoje:

Tá: boa noite, Li, dorme com deus.
Eu: amém, você também. dorme com os anjos.
Tá: amém, você também. que você não tenha pesadelo.
Eu: amém, você também. até amanhã.
Tá: amém, você também.

e eu sempre pedia para minha mãe vir me cobrir porque daí ela me empacotava na coberta e não sobrava nem um buraquinho por onde eu perdesse calor. eu chama isso de "sleep in back", inspirado naquele episódio do Chapolin que tem um "abominével homem das naves". daí minha irmã pedia para eu fazer um "sleep in back" pra ela. eu meu levantava, cobria a Tá e desmanchava o meu sleep... era sempre assim.

às vezes me dá saudades de todas essas coisinhas.
às vezes, não.

Quinta-feira, Abril 16

eu, amy e nossa amiga em comum

"no, no, no"

a Denise é esta pessoa que está sempre à minha esquerda no trabalho. para conhecê-la, basta imaginar exatamente em um Felipe Fonseca no avesso. ela sabe disso, e nem pergunta mais o que penso/gosto/quero, basta pensar exatamente o contrário do que ela pensa. quase sempre funciona. só não é sempre porque ainda temos alguns interesses em comum, como a Amy VinhoCasa. a cena abaixo ocorreu hoje de manhã, quando cheguei ao trabalho:

Dê: “você viu o que eu comprei para você?”
Eu: “não, o que é?”

[daí ela levanta o Metro e o Destak, que ela me traz diariamente. tem uma Rolling Stones com a Amy na capa! levanto e dou um beijo no rosto dela, afinal, é um presentão. passam-se alguns segundos]

Dê: “Fê, eu não sei mentir pra você. Eles entregaram com o jornal no semáforo.”
Eu: “Er... ainda assim, é um presentão.”

ou seja, tirando a parte ruim, ela é uma pessoa adorável. a denise, não a amy [pois, se você tirar a parte ruim da amy, o que sobra? uma voz fodástica, só isso].

Quarta-feira, Abril 15

diário de um rapaz com muito sono

acima, sábias palavras do Filipe, meu personagem
perferido nas histórias da Mafalda


mais uma vez, após o almoço, esse sono desgraçado. não sei o que fazer. sono é que nem calor: a gente não se livra sem uma cama e uma piscina, respectivamente. posso até ir ao banheiro lavar a cara, descer lá na farmácia comprar uma lata de Red Bull ou dar um grito pra espantar, mas gastaria mais energia ainda.

só o pó da rabiola.

eu poderia fechar um olho, talvez o direito, e depois o esquerdo e ir revezando até que o sono termine. faz sentido, pois se eu descanso com os olhos fechados durante uma hora, nessa alternância umas duas horas resolvem meu problema.

ou melhor. posso fingir indignação com algo que tenha lido na internet e tapar a cara com as duas mãos. um cochilozinho de dez minutos salvava fácil a minha vida. o problema é despertar no meio de um pesadelo gritando “sai da frente, Britney!”.

OBS.: para quem não tem dormido comigo, explico: voltei a sonhar que estou preso num corredor que se enche rapidamente d’água e a Britney Spears fica com a bunda presa na única passagem.

novos vizinhos

podem falar o que quiser, mas a internet
tem revelado [ao menos para mim] grandes
personagens e descobertas. impossível viver sem.
uma delas é o blog Eu Ovo,
que é um Um Que Tenha ampliado,
não tão focado em música nacional,
mas que enxerga os hiperlinks da MPB
[ou seja, as influências, que são tão boas quanto ou até melhores],
incluindo raridades de Nina Simone e Tom Waits,
só para ficar com dois exemplos.

e o blog do Tom Zé, cantor-compositor-pessoa
que admiro há tempos. aliás, ele vem pra São Paulo
hoje e amanhã [15 e 16] no Sesc Pinheiros,
quem pudermos, devemos ir.
e vem de novo na virada cultural, dia 2 de maio,
no Teatro Municipal.
aliás, a virada tá chegando.

e reencontrei o blog da jornalista Lili Prata,
que há tempos eu não via/lia
[continua com aquela doce ironia invejável].

enfim, muita coisa para fazer que ninguém obrigou.

quequié?

da série “diálogos que quase se realizaram”

“e o feriado, como foi?”
“nhé.”
“oi?”
“assim, assim, médio, nhé.”
“isso quer dizer que foi chato, né?”
“não necessariamente.”
“pra mim parece ser a mesma coisa.”
“chamar de chato pressupõe uma intensidade de chatice, sendo que foi apenas tranquilo, relax, nhé.”
“e chato.”
“nããão. sussa, onda baixa, firmeza, nhé.”
“beleza. e o que você fez?”
“dormi bastante, fui ao cinema, aluguei uns filmes, baixei séries, fotografei ali perto de casa, andei pela Paulista, terminei um livro.”
“eu sabia que tinha sido chato!”

Terça-feira, Abril 14

dez coberta nº 14


imagens incríveis como esta
fotos em alta exposição
paisagens falsas
lugares oníricos
tudo aqui, ó.

muita coisa ao mesmo tempo

"e a montanha insiste em ficar lá parada"

da série "este texto não se encaixa, nem eu"

o que tem e o que não tem mais acento; a conta de luz pra pagar; o bônus; o novo horário do ônibus; jantar ou apenas comer umas besteirinhas; para onde viajar no feriado; Rio de Janeiro ou São Paulo; que roupa combinar com essas meias; a data de vencimento do cartão de crédito; o que será do velho ano novo; a minha opinião sobre a política bioenergética dos Estados Unidos; a melhor data para compra; a vida de David Gale; o motivo secreto pelo qual nunca tiro minha barba; o meu ateísmo; o novo single da Beyoncé; minha avó que não vejo desde o Natal; Avaré, Salto, Cabreúva, Itu, São Pauo, Lisboa, Botucatu; a volta da Drica para São Paulo; outro livro inacabado do Saramago; a proposta da fotografia pós-moderna; Casablanca; Flip, ExpoZebu, Agrishow, quais as minhas próximas viagens; o equilibistra, o Bauru no Ponto Chic, o suco de seriguela, o bar mexicano; o sono, As Horas e uma certeza inesgotável de que a existência é um fardo.

a existência é um grande cadáver que depositaram sobre nossa cabeça ao nascermos. ninguém, ao menos no pouco que eu me lembro daquela época, foi a uma fila e pediu “uma existência para viagem sem pepino, por favor” e algum atendente disse “mais cinquenta centavos, batata grande?”. talvez por isso é difícil hoje imaginar que exista um deus, pois se existir, ele está sentado numa cadeira de praia diante do mar. um ser assim não precisa ser crido, nem se quer imaginado.

o jeito para não se matar [de tédio, especialmente] é provocar a existência com outras formas de ver o mundo. buscar livros, filmes, comidas, passeios, conversas, danças, transas, esportes e bebidas que nos impressionem, nos mostrem que a diferença é interessante, que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. não sugiro a fuga, mas a descoberta, algo que acrescente na nossa história um pouco mais de prazer.

ou algo assim.

Segunda-feira, Abril 13

quem vê capa não sabe a edição




este negócio de não julgar um livro pela capa não funciona comigo. me refiro ao sentido literal desta frase. em muitas ocasiões, basta uma bela capa para dar vontade de comprar. foi assim que minha amiga Desligada descobriu Santiago Nazarian [e depois me apresentou ao emprestar o ótimo “Feriado de mim mesmo”] e foi assim que descobri um monte de livros legais que ainda não li [mas que têm umas capas ó-ti-mas]. é mais prazeroso olhar as capas na livraria do que na internet, mas descobri num release há pouco essa Editora Gruas e achei três capas realmente interessantes. mas na categoria Título Mais Legal do mundo, a vencedora é a Pinky Wainer com seu inquestionável “Vendo alma vagabunda com tatuaje del che”, que está disponível na íntegra aqui, ó.

delícias em pedaços [ou "falta muita humildade neste título"]

da série "mas tudo passa, tudo paaaaassará"

ando muito fragmentado
deixei pedaços em todos os lados por onde andei
na sacada do meu apartamento
na esquina, no boteco, na cama de meus pais

acordei sem saber quais cacos sobraram pra mim
o dia frio
e eu sozinho
sem saber com o que me virar
não tinha nem sequer uma ideia
de como ficar inteiro novamente

Quinta-feira, Abril 9

dez cobertas [6]


14. ótimo
este blog do Carlos Ruas.
tirinhas de deus, adão, eva e,
como nesta acima,
participação especial de Charles Robert Darwin.
ótimo espaço para se perder
tempo e conferir um bom
trabalho.

Quarta-feira, Abril 8

oi?

da série "grandes le[ge]ndas do jornalismo"

JURA POR DARWIN?!
Tava na capa do UOL hoje de manhã.

dez cobertas [5]

13. impossível não adorar
isto aqui, dos irmãos harry
e charlie. a cara do mais velho
é a melhor coisa do mundo.

dez cobertas [4]



11. muito interessante
o site www.thephotographicdictionary.org,
que traz verbetes
misturados com imagens.
ao lado, foto de Julia Galdo
para o tópico "photographer".

12. adorei isto aqui, também.

Terça-feira, Abril 7

dez cobertas [3]

6. grandes revelações sobre
o final de Lost, ou melhor,
desta ótima quinta temporada
aqui no Dude We Are Lost.
[Thavis, não clique no link!]


7. chega ao Brasil [ou quase]
os quadrinhos do filme "Matrix"
que de Jean Baudrillard
não tem quase nada,
mas continua sendo um dos filmes
mais interessantes dos últimos
dez anos.

8. no Largo da Batata,
perto daqui,
em plena oito da madrugada já é possível
encontrar apresentações de pagode,
frango assado e gente descansando do trabalho.
eu disse [escrevi] "às oito"!

9. blog de colega do mundo agro
richardjakubaszko.blogspot.com.

foto de Arnaldo Torres [divulgação]

10. a peça "O Fingidor", que estreou no sábado,
completa dez anos. na história, o poeta Fernando Pessoa
entra em crise com seus heterônimos
Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
tudo é interessante: texto, montagem, figurino.
mas o Hélio Cícero [no centro da foto acima], que faz o
Fernando Pessoa Ele Mesmo, é muito engraçado,
maravilhoso no papel. está no Tuca [Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes].
apresentações às sextas, sábados e domingos.

dez cobertas [2]

3. a revista SET,
que em uma época remota
eu lia absurdamente todo mês,
foi cancelada. e, pelos rumores,
vai mudar de editora.
será que minha coleção
vai ficar mais cara?


4. já inventaram uma caneta
que serve para se escovar os dentes.
ufa, achei que ia morrer
sem ver uma destas. quero uma no Natal.
detalhes.


5. esta acima é ou não é
a melhor invenção do mundo?
eu acho.

dez cobertas [1]


Foto de Ryan McVay [Getty Images]

1. sempre é muito bom descobrir um site
onde matar o tempo
e a curiosidade. neste www.gafesdaimprensa.com
um dos destaques é a barriga [notícia falsa]
que a Veja deu em 1983
sobre uma fictícia experiência científica
que teria cruzado boi e tomate.
o caso do boimate precisa ser
lembrado todo dia 1º de abril,
pois nesta data a revista britânica New Sciente
tinha o costume de publicar
notícias falsas e absurdas [entre elas,
essa do boimate que a Veja comprou].

2. hilária a história do Rafael Cortez
[hoje repórter do CQC]
sobre a vez em que confundiu a atriz
Lilian Cabral com Lilian Gonçalves
[empresária e filha do Nelson Gonçalves]
e convidou esta achando que era aquela
para um programa do qual era produtor
na TV Mulher.
Tudo aqui, ó.

visitante ilustre

Meu Deus, Dawkins no Brasil!

da série "pequenas notícias que me farão gastar grandes fortunas"


Bomba! O biólogo Richard Dawkins vem para o Brasil! Ele estará no seleto - porém genial - grupo de convidados da 7ª FLIP [Festa Literária Internacional de Paraty], no Rio. Infelizmente, eu quero muito ir. Vai do dia 1º ao dia 5 de julho. Nesta edição, o homenageado é o escritor e poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). Para quem não se lembra, Dawkins - além de ser a minha principal referência de 2008 - é autor de "Deus, um delírio" [leia assim que puder], "O gene egoísta" e outros em defesa do ateísmo e da teoria da evolução das espécies. Ótima notícia para quem já ia se esquecendo do Ano Darwin. Mais aqui, ó.

Domingo, Abril 5

registro [2]

da série "registros dos quais eu vou me lembrar por muito tempo"

Petterapia, um dos pontos altos da feira

Sexta-feira, Abril 3

registro

Gilberto Kassab na Reatech 2009 durante
programa de rádio da vereadora Mara Gabrilli

Quarta-feira, Abril 1

a perda da inocência


da série “galera do bar”

o conceito de inocente exige que se exclua o de culpa. prefiro trocar culpa por responsabilidade que, para mim, não contradiz nenhum tipo de inocência. tenho pensado sobre a inocência [e, claro, sua perda] fico cada vez mais desanimado com a sociedade ao perceber que isso é cada vez mais raro.

favor, não confundir com imaturo ou ingênuo, que são ideias muito diferentes. o inocente é uma pessoa de humanidade dolorida, um cara capaz de chorar a dor de um amigo, uma mulher capaz de vibrar o novo amor de uma amiga.

mas ser inocente, acima de tudo, é colocar-se praticamente de joelhos diante da novidade, do aprendizado, da informação, do conhecimento. acredito que o ser inocente se encanta a priori com outros humanos, ainda que venha a descobrir mediocridade nas outras pessoas; admira seus mestres, mas não deixa de questioná-los; comemora as vitórias, mas abraça os derrotados; e sabe que nada é eterno, nem garantido e nada é imutável.

gosto de pensar que este é o sentido da sentença bíblica de que “só entra no céu quem for como as crianças” [ou algo nesta linha]. vivo perto de pessoas ingênuas, imaturas e inocentes, mas amigo mesmo é este último, que eu tento cultivar para mais perto ainda. os outros são os outros.