Quinta-feira, Julho 2

o charme discreto da gripe suína

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a gripe suína quase chegou aqui na empresa. a Denise até precisou ficar em casa porque a irmã dela estava na lista de suspeitos da Interpol. por sorte, não era nada de H1N1. a gente achava [eu, pelo menos] que essa história toda de gripa porcina tinha acabado, especialmente após a queda do 447 e da morte do Michael, mas parece que a coisa anda crescendo fodasticamente.

medo.

de toda esta novela [que termine logo, caralho!], acho que o capítulo mais interessante foi a escolha do nome. parece até nome de novela antiga do SBT. no início, suspeitavam-se que o vírus mutante H1N1 tinha alguma relação com porquinhos. mas agora que imagina-se que ele tenha ‘escapado’ de algum laboratório, tornou-se chato demais mudar e usar a sigla A Agá Um Êne Um. é muito grande e falta charme. parece que a gente enrola a língua pra dizer. isso, de usar sigla, é coisa de gente que não ouve Bossa Nova, não usa cachecol e não gosta de animais [pronto, falei].

sou a favor de criar uma equipe de jornalistas [diplomados, claro] no Ministério da Saúde para dar nomes para as doenças [a previsão é de nova safra para a qualquer momento]. embora seja um erro técnico, “gripe suína” é um nome fácil, que pega rápido [literalmente] e dá margem para os comediantes stand up criarem muitas piadinhas.

a gripe suína é uma das poucas coisas que funcionam neste país.

essa equipe do MS, além de ter jors e alguém da área de saúde, pode ter membros da Polícia Federal, pois eles, sim, são ótimos em dar nomes legais para ações do mal.

*na foto acima,
gato capturado por
Camila Ponte e dado
de presente, em forma de foto,
para mim. não tem nada a ver com
o assunto, mas também é charmoso

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