Segunda-feira, Junho 29

ai uana plei a gueime

Camis Gonzaga, que não estava no sonho, mas se estivesse, faria sentido

da série "sonhos que poderiam ser chamados de pesadelos"

só porque eu digo que nunca me lembro dos meus sonhos [tanto que desconfiava que não sonhava, daí], ultimamente eles têm sido inesquecíveis [não necessariamente bons].

estava eu, lá, parado no meio do nada, e a mulher de boné amarelo aparece ao meu lado com uma caderneta na mão.
- Cê pê efe na nota?
- Oi?!
ela trabalhava no Mac Donald's. eu estava dentro de um Mac da Faria Lima.
- CPF na nota, senhor?
- Não, eu...
- Batata grande?
- Oi?
- Batata, senhor?
- Er... não.
- Vai tomar alguma coisa?
- Eu...
- Refrigerante ou suco?
- Nada, eu nem...
- Quatorze reais, senhor.
- Oi?

quando acordei, achei que aquele tinha sido o sonho mais estúpido da minha vida. da vida de qualquer pessoa. sonhar que se está caindo é mais interessante. sonhar com a avó pelada é mais divertido. mas agora, distante o suficiente para analisar tudo, vejo que a verdadeira estupidez não está no sonho, mas na vida real. como diria - ou discursaria, que seja - minha professora de Teorias da Comunicação, a estupidez está no fato de estas oligarquias dominantes do prazer absolutista do consumismo derivado da cultura de massa que os Estados Unidos impregnam na mente dos jovens brasileiros que estao à mercê dos mass media da... cansei. é como diz uma amiga minha: a realidade é muito mais forte que uma sequência de Jogos Mortais.

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