Sexta-feira, Setembro 12

ser ou não ser?

Mais importante do que responder, é aprender a perguntar. Enquanto as respostas estão mais para o arrogante, as questões ficam com os aprendizes. A indagação é tão importante que o Pablo Neruda publicou o "Livro das Perguntas", no qual não tem nenhuma afirmação. Jesus, se a Bíblia está certa, ensinava por meio de perguntas. E por aí vai.
De todas as questões que eu mais gosto, é aquela sobre a existência de espaço para a narrativa dentro da pós-modernidade. Perguntaram isso para o Arnaldo Antunes na antologia “Como é que chama o nome disso”. Não me lembro o que ele disse, mas eu penso que depende.
Existe um espaço na pós-modernidade que foi ocupado pela narrativa não-linear, muito mais fragmentada e confusa que o conceito tradicional de narrativa. O Baudrillard, no interessante “Cool Memories III”, falou isso ao explicar porque o livro era feito de pedacinhos de texto, sem conexão coerente entre os trechos.
Para compreender melhor, vale a pena assistir qualquer filme da trilogia do desencontro do Alejandro Iñarritu (feitos nesta ordem: “Amores Brutos”, “21 Gramas” e “Babel”). O roteiro é o Guillermo Arriaga, que esteve na Bienal do Livro de São Paulo, agora em agosto.
O produtor (diretor, escritor ou dono de um blog) que cria uma interrogação no espectador tem, ao menos, vocação para provocar. Com qual grau de qualidade ele faz isso (se é mesmo que existe graus de qualidade), é o que diferencia os humanos lembrados dos que apenas exisitiram.

esta foto faz parte de uma trilogia que foi
desenvolvida como presente para Camila Ponte,
a menina que gostava de gatos. Esta é a parte final, a da partida
(tema muito comum em tudo o que escrevo e fotografo ultimamente)

Quinta-feira, Setembro 4

Ícones

De uma forma bem intrigante, comecei a gostar de fotografar animais. Mesmo os animais dos quais eu não gosto, como os gatos, têm rendido imagens interessantes. Essa, do cavalo, foi feita semana passada, em Araçariguama, próxima à capital.


Claro que objetos inanimados (como alguns seres humanos) ainda me atraem imageticamente. Para ainda ficar no assunto cavalos, tem esta outra imagem, de alguns meses atrás. Aliás, tirar foto de cavalo é uma das poucas coisas realmente chatas dentro da fotografia. Os animais têm de ficar com as patas sempre paralelas e, dependendo da raça, há outras exigências.


Estou em Porto Alegre. É uma cidade interessante, pelo pouco de diversão que pude ver, mas tenho sentido muita falta de São Paulo. Antes de partir, fui ao museu da Caixa Cultural, na Praça da Sé.

Segunda-feira, Setembro 1

Flagrada


uma bela indiana para iniciar a semana