A segunda edição brasileira da
Semana Desligue a TV está confirmada: entre 24 a 30 de abril. Saia da sala e faça qualquer outra coisa: sexo, esporte, leia um livro, vá ao cinema, passeie na praça, desenhe, pinte, borde, ande descalço pela grama... enfim, qualquer coisa para diminuir seu dependência da televisão (se você depende dela, é claro).
Minha iniciativa será fotografar mais do que de costume. E, por isso, bolei uma espécie de mini exposição virtual com imagens psicodélicas. Elas foram captadas à noite, conforme o ônibus voltava para Itu. Nelas, o desenho é a própria luz.
Sem mais delongas, coloco no ar essas imagens. Infelizmente, como é via virtualis, não tem canapés ou champagne Gardú De La Vär.
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Noite Veloz
apresentação
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Eu não tenho superpoderes, nem sei pintar. Fiz da minha máquina o meu dom e meu pincel. Assim, transformei uma triste viagem de ônibus em diversão e registrei algumas “tonalidades da noite”, em cores e formas que a luz cria ao rasgar a escuridão. O que eu chamo de “Noite veloz” é um resumo dessas imagens psicodélicas captadas rapidamente sem deixar claro o objeto da fotografia. O objetivo principal é incentivar o uso da fotografia como forma de expressão das sensações e emoções diante do mundo. Desligue a TV, pegue sua lente e registre o mundo sob sua ótica, porque, no fim de tudo você vai descobrir que o que realmente importa é o seu olhar, é como você vê o mundo. Tenho nada contra a televisão – há bons programas lá, eu mesmo assisto alguns –, mas creio que vemos demais “tudo enquadrado”, em um “remoto controle”, e que seja necessário andar pelo mundo “prestando atenção em cores que eu não sei o nome”.
Sim, duas músicas da Adriana Calcanhotto me inspiraram nessa “mini exposição virtual”. De uma frase de Vambora eu roubei o título (frase que, por sua vez, foi inspirada em Manuel Bandeira) e de Esquadros eu tirei a vontade de desligar a televisão e perceber o mundo de uma maneira mais visceral. Na pele. E depois registrar essas sensações pela lente da câmera.




