terça-feira, maio 19

happiness

da série "nunca venho aqui, mas quando venho é para traduzir o que sinto em vídeo".


...is priceless

segunda-feira, março 30

cruel [ou um som foda pra trilha sonora da semana]

o repimboco da série "o final de semana, o fim de todas as coisas".

em apenas um dia, sua vida pode mudar. essa premissa, bastante explorada na literatura e no cinema, tem fundamento na vida real, nesta coisa que a gente enfrenta o tempo todo, da hora em que acorda até quando vai dormir. tudo, à lá fernando pessoa, vale a pena. tem que ficar atento, virar esperto e, acima de tudo, manter-se aberto. o lollapalooza, por exemplo, nunca me atraiu, mas, por osmose e meio sem querer, absorvo novidades como essa cruel, por exemplo, música de uma tal de anne clark que se autointitulou st. vincent.

foda.


sexta-feira, fevereiro 20

dirigido por david lachapelle

o back to black da série "este título já contém todas as informações que você precisava antes de apertar o play".



e o clipe original, condenando a visão antiga do vaticano sobre os gays - algo que se espalhou para muitas outras igrejas evangélicas - também é foda.


quarta-feira, fevereiro 11

my baby shot me down

o pinga-pinga da série "gaga".

sério. incrível. embora curtindo todas as versões dessa música desde que a filha do frank sinatra, a nancy sinatra, a gravou, essa achei super destacável. e lady gaga, claro, rocks!

bang, bang!

terça-feira, janeiro 13

american horror story é foda demais para escrever sobre ela

o tempero da série "séries".

acompanho muitas séries. elas quase me impedem de transar [atenção: eu escrevi qua-se]. de todas, amo com as mãos fazendo coraçãozinho para american horror story. estou na terceira temporada [coven], que foca em bruxas contemporâneas. a segunda temporada teve um convento onde freiras eram possuídas e médicos nazistas faziam bizarrices com humanos [asylum].

para quem nunca viu: desde a primeira temporada, o mesmo elenco interpreta diferentes histórias, o que cria um rodízio interessante e não te impede de [embora não recomendo] começar a ver o seriado por qualquer temporada. a primeira temporada era focada numa casa onde você não sabia muito bem quem era morto, quem era vivo [até certo ponto do seriado].

não vou perder tempo escrevendo sobre um seriado tão bom quanto este. deixo aqui o trailer que, deus-de-céu, já é suficientemente assustador.

e, ah, katy bathes entrou pro elenco nesta temporada. como se já não nos bastassem a maravilhosa sarah paulson, a fantástica lily rabe e a impagável jessica lange [veja o seriado para entender os elogios]!

os inumeráveis motivos para ler este livro agora devidamente enumerados [e numerados]


o repimboco da série "listas tão úteis quanto lindas".

um. colocar um tema em verbetes ou organizá-lo em um rol de sete, dez ou noventa e nove itens é sempre um risco porque, se por um lado isso diverte-pra-chuchu, por outro, é possível que limite a discussão e te force a criar alguns novos itens.

dois. mas, esse dicionário amoroso da américa latina sobre o qual venho aqui vos falar é do mario vargas llosa e ele faz com o assunto o que quiser. eu também.

três. grandes personagens da nossa macrorregião estão explicados em textos que foram escritos há muitas décadas ou pouco tempo antes da publicação [aqui, em 2006]. não existe um padrão: tem texto que parece um discurso do fidel castro [que, pasme, é um verbete] e outro curtíssimo como um casamento da gretchen [calma, ela não está neste livro, mas fica a dica pra ela ler também].

quatro. pessoas memoráveis como gabriel garcía márquez, chepablo neruda, julio cortázar e pessoas brasileiras [que, segundo o livro e minha professora de geografia, são também latino-americanos] como jorge amado, meu tio rubem fonseca e o cara que escreveu os sertões estão ali. e bem misturados com 'coisas'e lugares' como rio de janeiro, realismo mágicoparis [sim, paris está em um dicionário da américa latina porque é um dicionário amoroso e neste verbete, o vargas llosa explica como paris foi e ainda é a capital literária dos escritores latinos, ele mesmo dá o testemunho com alguns histórias que não conto porque a. não conto spoilers e b. não sou obrigado].

cinco. listas são insuportavelmente deliciosas, vide o buzzfeed, vide o filme dez coisas que odeio em você, vide essa própria lista que vai ter mais um único tópico porque adoro números pares.

seis. eu adoro números pares e recomendo o dicionário amoroso da américa latina que, aliás, ganhei da queridíssima e que-deus-a-tenha jú bonassa.

sete. toda boa lista tem uma faixa bônus e aqui fica uma em formato de pergunta existencial: por que as listas costumam ter sete, dez ou noventa e nove tópicos? isso sem falar da série mil issos que você tem que alguma coisa antes de morrer. enfim, leio todas.

sexta-feira, setembro 12

baby

da série "meldels, este blog nunca mais teve nada de novo".

numa viagem recente ouvi na rádio da tam essa musga baby, do dueto australiano pnau. fantástico, o som virou trilha sonora da semana.

segunda-feira, setembro 1

cheguei primeiro


é só uma questão de logística:
cheguei primeiro ao primeiro aniversário
do primeiro de setembro
em nasceu o primeiro ano
do resto das nossas vidas

por conta do fuso maluco e da vida corrida
estou aqui mais perto de greenwich
comemorando ter te conhecido
ter virado nossa página

não sou mais eu sem você
nem quero, se quer tento
penso ou imagino
não é possível sem você
é uma matemática canina-jornalística

qualquer sonho não é mais um sonho qualquer
uma casa vira um castelo
um castelo vira nosso projeto
se você está comigo

é o único ingrediente de uma receita que é feita todo dia

volto logo, conterei os dias em horas
foram necessários vinte e oito anos
para que minha vida tropeçasse na sua avenida
por isso agora espero calmo e ansioso,
feliz e angustiado,
a hora da volta
do abraço terno,
sorriso eterno

a saudade é boa quando a gente tem um ninho
quando se achou o amor da vida da gente
amo você e mal vejo a hora
de estar contigo de novo, meu foucinho

sexta-feira, agosto 15

the strain, além da estreia


da série “quando a adaptação é muito melhor que o livro”.

já foram exibidos quatro episódios da série the strain, versão pra tevê dos livros da trilogia da escuridão, escrita pelo guillermo del toro e chuck hogan. essa adaptação está se saindo muito superior aos livros [noturno, a queda e noite eterna]. o motivo: guillermo del toro está diretamente envolvido com a versão filmada.

no caso dos livros, acho que já escrevi aqui e disse acolá que o primeiro é muito bom, o segundo é ok e o terceiro, meldels, não desocupa a moita. dá pra ler pulando uns capítulos sem remorso algum [aliás, fica a dica].

acho que isso confirma que guillermo del toro tem a vocação para a linguagem audiovisual. e não há nada errado nisso. provavelmente ele teve a mesma sensação ao escrever que eu tive ao ler: essa história daria um roteiro interessante.

o enredo: um avião pousa nos estados unidos vindo da alemanha e, ainda taxiando, fica inteiro apagado e totalmente offline. as autoridades desconfiam, claro, de um ataque terrorista, mas alguns especialistas do centro de controle de doenças [cdc] desconfiam de alguma ameaça biológica. dito e feito: quase todos os passageiros estão mortos e os outros sobreviventes começam a apresentar sintomas de uma "gripe vampírica".

os efeitos especiais, a produção [imagine recriar corpos em decomposição!], o ritmo destes primeiros episódios... tudo isso é bem feito em the strain. a própria figura do mestre [um dos primeiros vampiros da história], pouco revelada neste começo, foi um acerto.

the strain prova que nem sempre o livro é melhor, e que guillermo del toro é melhor aqui do que ali. ainda assim, grande parte do mérito é dele.

recomendo super.

terça-feira, agosto 5

o bonde amar, o bonde ler, o bonde viajar


a flipada da série "dez cobertas".

o bom de você amar e ser amado é saber que tem alguém que conhece todos os seus defeitos - ou, pelo menos, a maioria deles - e ainda assim, quer ficar contigo. e neste processo de querer ficar junto, a gente vai se preparando surpresas para sempre conquistar o outro.

semana passada, o foucinho realizou um grande sonho que eu tinha: conhecer a flip [festa internacional literária de paraty].

embora eu sofra muito com surpresas - ansiedade aguda generalizada -, amei a ideia, que acabou virando um destes dias inesquecíveis. além de conhecer a cidade, que é linda, pude ver de perto pessoas que admiro muito, como xico sá, santiago nazarian, frei betto, andré barcinski e o ator claudio manoel, que interpretava o seu creysson no casseta & planeta.

o melhor da flip deste ano talvez tenha sido a escolha do homenageado: millôr fernandes. desde 2012 não temos mais o millôr, mas deu pra ver que sua obra é maior que ele mesmo [e olha que ele era grande]. livros, música, peças, roteiros, tradução, crônicas... ele fez de tudo! um arnaldo antunes do século passado [só quem conhece a obra completa do arnaldo vai entender a comparação, ainda que um pouco descabida, assumo].

por isso, com vocês, algumas frases do millôr:

“o cadáver é que é o produto final. nós somos apenas a matéria prima.”

“se durar muito tempo, a popularidade acaba tornando a pessoa impopular.”

“fiquem tranquilos os poderosos que têm medo de nós: nenhum humorista atira pra matar.”

“chato... indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.”

“o cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.”

“o aumento da canalhice é o resultado da má distribuição de renda.”

“a verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.”

“como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem.”

segunda-feira, julho 28

under the dome: inside version


da série "outra vez, séries".

ter o nome de stephen king associado a um filme é praticamente certeza de bilheteira. ele é o tipo de escritor que sempre tem audiência, e mesmo adaptado para outra linguagem - telona ou telinha - ele garante diversão. existem clássicos, claro, como o iluminado e o nevoeiro [que, para mim, é um clássico, embora recente]. existem fracassos, mas deles não quero falar.

venho por meia deste comentar o maravilhoso, o espetacular, o enigmático, o magnâni... enfim, você entendeu, o demais-pra-caramba under the dome, seriado que está na segunda temporada e tem entre os roteiristas, oh-my-god, o sr. king.

um infeliz belo dia, aparece uma redoma em volta de uma cidade chamada chester's mill, sem qualquer código de barras que indicasse a origem, a intenção e o modus operandi do sistema de autodestruição. ora amiga daquela cidade bucólica dos estados unidos, ora inimiga perversa, essa redoma é o o palco perfeito de muita gente louca junta no mesmo lugar.

praticamente sem nome realmente famoso, fora o stephen king, o seriado prende muito pelo suspense, mas, ao contrário de lost e outros que erraram por guardar segredos, o roteiro vai entregando algumas respostas, quase sempre acompanhadas, mediante mais cinquenta centavos, de um combo onde a resposta vem com mais cinco perguntas grátis.

vale muito a pena.

sexta-feira, julho 25

hemlock grove e a capacidade de tentar dentro do mesmo - com algumas inovação


da série "séries".

hemlock grove é um bom seriado. pelo menos na primeira temporada. não me surpreendeu fodasticamente, mas também não foi uma perda de tempo. é um seriado de fantasia e suspense que está no meio termo entre a saga crepúsculo e o drácula. tem uma mistura boa de ciência e folclore, e, no elenco, o destaque é para famke janssen - mais famosa como a jean grey / fênix negra dos x-men no cinema.

a história já começa com o assassinato de uma moça que foi destroçada por alguma criatura ou algum ser humano capaz de virar uma criatura. ela desperta o interesse investigativo em dois jovens: um ricaço com poder de influenciar pessoas pelo olhar e um outro, um cigano, capaz de se transformar em lobo - não seria ele o assassino?

foram treze episódios nesta primeira temporada. o conflito quem-será-que-matou? é resolvido no penúltimo e satisfaz pelo inesperado. mas o final é o melhor episódio, pois além de fechar muito bem a história [no que precisava de fechamento urgente], ele deixa três ou quatro dúvidas que dariam muito bem um enredo forte - e talvez melhor que o inicial - para uma segunda temporada. há uma chance boa para reduzir o sobrenatural da série [deixando isso em segundo plano, sem eliminar] e focar na ciência, pois a família rica e poderosa do godfrey tem um instituto [caminhando para o centro da história] onde são feitos alguns testes estranhos.

em hemlock grove - disponível no netflix - pode ser que toda essa coisa de fantasia canse, mesmo porque já temos true blood e once upon a time. mas enquanto isso não ocorrer, vou seguir a série.

ah, curiosidade: no filme tem a lili taylor, que fez a mãe da família que era assombrada em invocação do mal.  uma super atriz que poderia ganhar outros bons papéis.

segunda-feira, junho 30

o homem duplicado ou a condição da pergunta inteligente


da série "livros que dariam um bom filme".

me lembro quando lost, o seriado, acabou e as pessoas ficaram furiosas com aquele final. anos depois, mais precisamente em 2014, os roteiristas barra produtores barra não lembro disseram que a coisa toda got lost e não deu tempo barra condição barra não tem explicação para fechar todos os enredos.

faço parte do time chato de poucas pessoas que gostaram muito das seis temporadas. isso porque acredito que as perguntas são mais importantes que as respostas. no caso de lost, ele não tem a mesma graça hoje que tinha quando estava em exibição. as teorias, as entrevistas enigmáticas dos atores, a ansiedade generalizada da população nerd mundial eram elementos que faziam aquilo tudo valer a pena.

se você discorda, talvez não deva sair de cada para ver o homem duplicado, filme que está em cartaz e adapta a história publicada pelo saramago em 2002. a produção e a atuação de jake gyllenhaal são as melhores razões para ir, mas não espere sair satisfeito do cinema. pelo menos não no quesito entendi tudo.

a sinopse: um professor de história descobre um sósia ao assistir a um filme de comédia inexpressivo. ele começa a perseguir o ator de filmes b e as histórias dos dois se cruzam rumo à catástrofe.

se for mesmo, preste atenção na fotografia amarela um pouco melancólica. e no cenário bastante urbanoide que lembra um cenário torturante [sensação reforçada pelas aranhas que aparecem o tempo todo no filme].

ói o trailer:

quarta-feira, junho 18

obrigado, fox, pela temporada alcançada

da série “séries”.

tem muita coisa boa nesta nona temporada de 24 horas: live another day. embora sejam apenas doze episódios – e não da básica-inovadora sequência de duas dúzias –, está ali uma das premissas mais legais do seriado: os temas atuais do noticiário viram casos de perseguição, tiroteio e traições.

aqui, no caso, as referências são aos drones estadunidenses, ao caso edward snowden, ao relacionamento pós-guerra fria entre eua e rússia, além da parceria militar eua-reino unido. essa sempre foi uma marca linda do seriado, além da reviravolta na história a cada três ou quatro episódios. espero que a audiência esteja correspondendo às expectativas porque seria lindo ter outra temporada como essa.

segunda-feira, junho 2

sobre o sujeito detestável

da série "trechos de coisas que ando pescando".

"ele começou a gritar que eu era uma "bicha velha", e eu fiquei sem entender porque eu não sou bicha nem velha, mas adoro bichas e adoro velhas e não entendi por que é que ele odeia bichas e velhas a ponto de achar que isso vai ofender alguém."
duvivier, gregório. na folha de hoje. link aqui, ó.