da série "nem eu entendi"a gente vai meio que crescendo. antigamente, eu gostava de aniversário. do meu. era uma data legal, ganhava presente, era abraçado 'pá caralho' e teve até uma vez que ganhei uma telemensagem. era tudo simples, às vezes pitoresco, mas bastante humano. hoje, se você ganha recados de 30% dos seus contatos do orkut, você tem de comemorar.
outra coisa que mudou com o tempo foi meu cabelo. já esteve raspado, à la chitãozinho-e-xororó [a Jú-Des também teve, que eu sei!], arrepiado [um primo do meu pai me chamava de Dunga], então jogador da seleção] e hoje há fios brancos, ele está comprido, todo jogado pra trás [o meu cabelo e o Dunga].
mudou também a minha percepção de quando tentam me fazer de burro. se pudesse voltar para três ou quatro anos, nunca teria aceitado algumas coisas, relacionamentos que me fizeram mal [e ainda fazem, senão nem ia escrever isso aqui], amizades que não compensaram o meu esforço, e-mails que trouxeram vírus para meu PC.
também mudou [para melhor] o meu amor pelos meus pais, irmã e nossos cachorros [estamos próximos do quarto animal, outro da raça Maremano, urru!]; mudou minha vontade de sumir de perto de quem eu amo, e que deu lugar a um desejo de encontrar essas pessoas sempre que eu puder e elas se mostrarem disponíveis [até domingo, terei revisto Jú-Des, família (interior+capital), Lara, Cleide, Gabriel, João, Tiago. tudo em apenas quinze dias].
e mudou minha disposição em viajar: se antes eu esperava grandes fortunas e feriados prolongados, hoje pego o que tenho e vou pro Rio [denovo,denovoedenovo], Porto Alegre e pra onde mais o vento soprar. vou e volto, porque São Paulo é definitivamente minha casa, minha terra e minha Querengué.
eu mudei. me mudei. a Vale do Rio Doce mudou. muitas outras coisas mudaram. por exemplo. se na minha época de estudante, a gente era obrigado a ter diploma para ser jornalista – bah! – isso virou coisa do passado. até o Nemo, Ottana e Àtila [meus cachorros] podem vir pra cá e escrever matérias. venham todos para a redação, 'todomundojunto' pode ser jornalista, basta dizer assim "sou jornalista".
essa semana foi foda [no mau sentido] para nós, jornalistas e colegas aspirantes [que ainda estudam, portanto]. resta, aos que estão abaixo do Supremo Tribunal Federal [e todos estão, pois ele é supremo] investir em qualidade e contatos do tipo network, pois, se o diploma já era insuficiente, agora ele só serve pra acender fogueira na festa junina [que, enquanto o Super-Supremo não mudar, continuará sendo comemorada em junho].